Francisco Bingre

Portugal — Poeta

1763 // 1856

40 Poemas

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    A Fúria Mais Fatal e Mais Medonha

    Francisco Bingre
    Das Fúrias infernais foi sempre a Inveja
    No mundo a mais fatal e a mais medonha,
    Pois faz dos bens dos outros a peçonha
    Com que a si mesma se…

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    Terra

    Francisco Bingre
    Ó Terra, amável mãe da Natureza!
    Fecunda em produções de imensos entes,
    Criadora das próvidas sementes
    Que abastam toda a tua redondeza!

    Teu amor sem igual, sem par fineza,
    Teus…

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    Quanto é Melhor Calar, que Ser Ouvido

    Francisco Bingre
    Silêncio divinal, eu te respeito!
    Tu, meu Numen serás, serás meu guia
    Se até 'qui, insensato, errei a via
    De Harpócrates, quebrando o são preceito,

    Hoje à vista do mal…

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    Paciência, um Sofrimento Voluntário

    Francisco Bingre
    Tu és, ó Paciência, um sofrimento
    Voluntário, fiel, bem ordenado,
    Da conhecida sem razão tirado,
    De um constante varão nobre ornamento.

    Tu, recolhendo n'alma o pensamento,
    Suportas com valor o…

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    Com a Fortuna não Perde o Ser de Besta

    Francisco Bingre
    Na carreira veloz, a deusa cega
    Lança às vezes a mão a um feio mono
    E o sobe, num instante, a um coche, a um trono,
    Onde a Virtude com…

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    O Avarento

    Francisco Bingre
    No meio de seus cofres, desvelado,
    Co'as tampas levantadas, rasas de ouro,
    Cevando a vista está no metal louro
    Dele o cioso Avarento namorado.

    Temendo que lhe venha a ser…

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    Ar

    Francisco Bingre
    Vivificante ar, pai da existência,
    Assopro animador do Autor Divino,
    Deste nosso subtil moto contino
    Composto, onde um Deus pôs sua ciência!

    Tu tens, ó ar, a excelsa preeminência
    De…

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    Deus, Infinito Ser

    Francisco Bingre
    Deus, Infinito ser, nunca criado,
    Sem princípio, nem fim, na Majestade
    Que no trono da Eterna Divindade
    Tens o Mundo num dedo dependurado:

    Tu estavas em Ti, não foste nado,…

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    Fogo

    Francisco Bingre
    Faísca luminar da etérea chama
    Que acendes nossa máquina vivente,
    Que fazes nossa vista refulgente
    Com eléctrico gás, com subtil flama:

    A nossa construção por ti se inflama;
    Por ti,…

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    Volúvel do Homem Foi Sempre a Vontade

    Francisco Bingre
    Sobre as asas do Tempo, que não cansa,
    Nossos gostos se vão, nossas paixões
    Os projectos, sistemas e opiniões
    Cos tempos que se mudam tem mudança.

    Não pode haver no…

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