Ricardo Reis

Portugal

n. 19 Set 1887

128 Poemas

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    O Erro de Querer Ser Igual a Alguém

    Ricardo Reis

    Aqui, neste misérrimo desterro

    Onde nem desterrado estou, habito,

    Fiel, sem que queira, àquele antigo erro

    Pelo qual sou proscrito.

    O erro de querer ser igual a alguém

    Feliz em ...

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    Põe quanto És no Mínimo que Fazes

    Ricardo Reis

    Para ser grande, sê inteiro: nada

    Teu exagera ou exclui.


    Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

    No mínimo que fazes.


    Assim em cada lago a lua toda

    Brilha ...

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    Amo o que Vejo

    Ricardo Reis

    Amo o que vejo porque deixarei

    Qualquer dia de o ver.

    Amo-o também porque é.


    No plácido intervalo em que me sinto,

    Do amar, mais que ser,

    Amo o haver ...

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    Colhe o Dia, porque És Ele

    Ricardo Reis

    Uns, com os olhos postos no passado,

    Vêem o que não vêem: outros, fitos

    Os mesmos olhos no futuro, vêem

    O que não pode ver-se.


    Por que tão longe ir ...

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    Segue o Teu Destino

    Ricardo Reis

    Segue o teu destino,

    Rega as tuas plantas,

    Ama as tuas rosas.

    O resto é a sombra

    De árvores alheias.


    A realidade

    Sempre é mais ou menos

    Do que nos ...

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    Estás Só

    Ricardo Reis

    Estás só. Ninguém o sabe. Cala e finge.

    Mas finge sem fingimento.

    Nada 'speres que em ti já não exista,

    Cada um consigo é triste.

    Tens sol se há sol ...

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    Sê Rei de Ti Próprio

    Ricardo Reis

    Não tenhas nada nas mãos

    Nem uma memória na alma,

    Que quando te puserem

    Nas mãos o óbolo último,

    Ao abrirem-te as mãos

    Nada te cairá.

    Que trono te querem ...

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    Quem nos Ama não Menos nos Limita

    Ricardo Reis

    Não só quem nos odeia ou nos inveja

    Nos limita e oprime; quem nos ama

    Não menos nos limita.

    Que os deuses me concedam que, despido


    De afetos, tenha a ...

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    Vive sem Horas

    Ricardo Reis

    Vive sem horas. Quanto mede pesa,

    E quanto pensas mede.

    Num fluido incerto nexo, como o rio

    Cujas ondas são ele,

    Assim teus dias vê, e se te vires

    Passar ...

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    Vem Sentar-te Comigo, Lídia, à Beira do Rio

    Ricardo Reis

    Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.

    Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos

    Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.

    (Enlacemos as mãos.)


    Depois pensemos ...

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