Alberto Caeiro

Portugal — Poeta

n. 16 Abr 1889

116 Poemas

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  • Poemas

    Se Depois de Eu Morrer, Quiserem Escrever a Minha Biografia

    Alberto Caeiro
    Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,

    Não há nada mais simples

    Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte.

    Entre uma ...

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    Não Tenho Pressa

    Alberto Caeiro

    Não tenho pressa. Pressa de quê?

    Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.

    Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas,

    Ou que, dando ...

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    Quando Vier a Primavera

    Alberto Caeiro

    Quando vier a Primavera,

    Se eu já estiver morto,

    As flores florirão da mesma maneira

    E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.

    A realidade não precisa ...

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    Agora que Sinto Amor

    Alberto Caeiro

    Agora que sinto amor

    Tenho interesse no que cheira.

    Nunca antes me interessou que uma flor tivesse cheiro.

    Agora sinto o perfume das flores como se visse uma coisa nova ...

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    A Espantosa Realidade das Cousas

    Alberto Caeiro

    A espantosa realidade das cousas

    É a minha descoberta de todos os dias.

    Cada cousa é o que é,

    E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,

    E ...

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    Eu não Quero o Presente, Quero a Realidade

    Alberto Caeiro

    Vive, dizes, no presente,

    Vive só no presente.


    Mas eu não quero o presente, quero a realidade;

    Quero as cousas que existem, não o tempo que as mede.


    O que ...

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    Não me Importo com as Rimas

    Alberto Caeiro

    Não me importo com as rimas. Raras vezes

    Há duas árvores iguais, uma ao lado da outra.

    Penso e escrevo como as flores têm cor

    Mas com menos perfeição no ...

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    Hoje de Manhã Saí Muito Cedo

    Alberto Caeiro

    Hoje de manhã saí muito cedo,

    Por ter acordado ainda mais cedo

    E não ter nada que quisesse fazer...


    Não sabia por caminho tomar

    Mas o vento soprava forte, varria ...

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    Sentes, Pensas e Sabes que Pensas e Sentes

    Alberto Caeiro

    Dizes-me: tu és mais alguma cousa

    Que uma pedra ou uma planta.

    Dizes-me: sentes, pensas e sabes

    Que pensas e sentes.

    Então as pedras escrevem versos?

    Então as plantas têm ...

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    Eu Sou do Tamanho do que Vejo

    Alberto Caeiro

    Da minha aldeia veio quanto da terra se pode ver no Universo...

    Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer

    Porque eu sou do tamanho do ...

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