Afonso Duarte

Portugal — Poeta

1 Jan 1884 // 5 Mar 1958

15 Poemas

Principais Poemas

Horas de Saudade

Afonso Duarte

Vou de luar em rosto, descontente:

Meus olhos choram lágrimas de sal.

— Adeus, terras e moças do casal,

— Adeus, ó coração da minha gente.


A hora da saudade é uma ...

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Cabelos Brancos

Afonso Duarte

Cobrem-me as fontes já cabelos brancos,

Não vou a festas. E não vou, não vou.

Vou para a aldeia, com os meus tamancos,

Cuidar das hortas. E não vou, não ...

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Riso

Afonso Duarte

Tive o jeito de rir, quando menino,

Até beber as lágrimas choradas:

Com carantonhas, gestos, desatino,

Passou a nuvem e os pequenos nadas.


A rir de escuridões, de encruzilhadas,

Tornei-me ...

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Humana Condição

Afonso Duarte

Um sonhar-me distante, um longe incrível

É agora o meu estado: Eu sonho o Espaço

Que se fixa no mundo ao invisível

Como se o mundo andasse por meu braço ...

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Hora Mística

Afonso Duarte

Noite caindo ... Céu de fogo e flores.

Voz de Crepúsculo exalando cores,

O céu vai cheio de Deus e de harmonia.

Silêncio ... Eis-me rezando aos fins do dia.


Névoa de ...

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