Finalmente outra Vez Vejo Perdida
Domingos dos Reis Quita
Finalmente outra vez vejo perdida Às mãos do amor, a doce liberdade Que já livrei da sua crueldade Como quem de um naufrágio salva a vida. Já no meu coração…
Aonde, Amor Cruel, aonde me Guias?
Domingos dos Reis Quita
Aonde, amor cruel, aonde me guias? São estes os teus bosques consagrados Onde só vejo peitos lacerados, Corações em extremas agonias? Só respondem as duras penedias A míseros gemidos em…
Pelo Campo Cantando Vai Contente
Domingos dos Reis Quita
Pelo campo cantando vai contente o Lavrador seguindo o curvo arado: e canta na prisão o desgraçado, ao triste som de uma áspera corrente. Aquele, canta alegre, e docemente, nas…
Idílio
Domingos dos Reis Quita
Praias, que banha o Tejo caudaloso: Ondas, que sôbre a areia estais quebrando: Ninfas, que ides escumas levantando: Escutai os suspiros dum saüdoso. E vós também, ó côncavos rochedos, Que…
Quando em Meu Desvelado Pensamento
Domingos dos Reis Quita
Quando em meu desvelado pensamento O teu formoso gesto se afigura, Não sei que afecto sinto, ou que ternura, Que a toda esta alma dá contentamento. Ali fico num largo…
A Manhã
Domingos dos Reis Quita
A rosada manhã serena desce Sobre as asas do Zéfiro orvalhadas; Um cristalino aljôfar resplandece Pelas serras de flores marchetadas; Fugindo as lentas sombras dissipadas Vão em sutil vapor, que…