Daniel Faria

Portugal — Poeta

10 Abr 1971 // 9 Jun 1999

14 Poemas

Page 1 of 2
  • Next

  • Poemas

    Amo-te nesta Ideia Nocturna da Luz nas Mãos

    Daniel Faria
    Amo-te nesta ideia nocturna da luz nas mãos
    E quero cair em desuso
    Fundir-me completamente.
    Esperar o clarão da tua vinda, a estrela, o teu anjo
    Os focos celestes que ...

    Leia mais


    Estranho é o Sono que não te Devolve

    Daniel Faria
    Estranho é o sono que não te devolve.
    Como é estrangeiro o sossego
    De quem não espera recado.
    Essa sombra como é a alma
    De quem já só por dentro ...

    Leia mais


    Tenho Saudades do Calor ó Mãe

    Daniel Faria
    Tenho saudades do calor ó mãe que me penteias
    Ó mãe que me cortas o cabelo — o meu cabelo
    Adorna-te muito mais do que os anéis

    Dá-me um pouco ...

    Leia mais


    Explicação da Ausência

    Daniel Faria
    Desde que nos deixaste o tempo nunca mais se transformou
    Não rodou mais para a festa não irrompeu
    Em labareda ou nuvem no coração de ninguém.
    A mudança fez-se vazio ...

    Leia mais


    Amo-te no Intenso Tráfego

    Daniel Faria
    Amo-te no intenso tráfego
    Com toda a poluição no sangue.
    Exponho-te a vontade
    O lugar que só respira na tua boca
    Ó verbo que amo como a pronúncia
    Da mãe, ...

    Leia mais


    Amo o Caminho que Estendes

    Daniel Faria
    Amo o caminho que estendes por dentro das minhas divisões.
    Ignoro se um pássaro morto continua o seu voo
    Se se recorda dos movimentos migratórios
    E das estações.
    Mas não ...

    Leia mais


    Ausência

    Daniel Faria
    Fala

    Ouvir-te-ei
    Ainda que os segredos
    As amoras me chamem

    Diz-me
    Que existirão lágrimas para chorar
    Na velhice
    Na solidão

    Ainda que acordes os olhos dos deuses

    Fala

    Ouvir-te-ei
    A ...

    Leia mais


    Conserto a Palavra

    Daniel Faria
    Conserto a palavra com todos os sentidos em silêncio
    Restauro-a
    Dou-lhe um som para que ela fale por dentro
    Ilumino-a

    Ela é um candeeiro sobre a minha mesa
    Reunida numa ...

    Leia mais


    Há uma Mulher a Morrer Sentada

    Daniel Faria
    Há uma mulher a morrer sentada
    Uma planta depois de muito tempo
    Dorme sossegadamente
    Como cisne que se prepara
    Para cantar

    Ela está sentada à janela. Sei que nunca
    Mais ...

    Leia mais


    Sem outra Palavra para Mantimento

    Daniel Faria
    Sem outra palavra para mantimento
    Sem outra força onde gerar a voz
    Escada entre o poço que cavaste em mim e a sede
    Que cavaste no meu canto, amo-te
    Sou ...

    Leia mais


    Page 1 of 2
  • Next