António Salvado

Portugal — Poeta/Ensaísta

n. 20 Fev 1936

12 Poemas

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    É Noite, Mãe

    António Salvado
    As folhas já começam a cobrir
    o bosque, mãe, do teu outono puro...
    São tantas as palavras deste amor
    que presas os meus lábios retiveram
    pra colocar na tua face,…

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    Amizade

    António Salvado
    Uma criança muito suja atira pedras a um cão. O cão
    não foge. Esquiva-se e vem até junto da criança
    para lhe lamber o rosto.

    Há, depois, um abraço apertado,…

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    A Eterna Ausência

    António Salvado
    Eu aguardei com lágrimas e o vento
    suavizando o meu instinto aberto
    no fumo do cigarro ou na alegria das aves
    o surgimento anónimo
    no grande cais da vida
    desse…

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    Nostalgia

    António Salvado
    A pequena flor
    só que além nasceu
    sonhou ser maior:
    nada lhe valeu...

    Na cova esquecida,
    sol que desejou
    não a bafejou,
    bastarda da vida...

    E era flor ou gente?…

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    A Poesia

    António Salvado
    Difícil, estreita passagem,
    força quente perscrutada,
    corpo de névoa, de imagem,
    com sulcos de tatuagem,
    voz absoluta escutada...

    Destino de aranha, tece
    com fios vários da vida
    alegria se amanhece…

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    Perder

    António Salvado
    Perder é começar. A minha vida
    foi movimento em cerne opaco e frígido...
    E quando sei que este momento eterno
    em mim percorre sulcos, veias, sonhos,
    outro momento abraça-me o…

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    Os Amantes

    António Salvado
    Encheram profunda taça e envolveram-se em fervor.
    Ficou-lhes na boca — presa ao crescente desejo
    de mais beberem, de mais conhecerem — o sabor
    da outra Vida maior, onde os…

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    Resposta

    António Salvado
    Alma: não tiveste um lugar. Assim,
    te foste ao reino prometido, e dobras-te
    agora em quanta solidão venceste,
    impelida num mundo de retorno.

    Nem a razão expectante permitiu
    o maior…

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    Memória

    António Salvado
    I

    Na cristalina, líquida presença,
    crescente lua no abismo enquanto
    o mar se cala, desconheço a margem
    onde me espera no desejo
    esguio do poente a deusa branca...

    À ínfima…

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    Preso ao Meu Destino

    António Salvado
    E preso ao meu destino eu principio
    onde um pequeno sol por entre as árvores
    perscruta o chão.
    Ávido enfim de azul,
    meu grito vive a ponte que o abismo…

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