De Amor nada Mais Resta que um Outubro
Natália Correia
De amor nada mais resta que um Outubro e quanto mais amada mais desisto: quanto mais tu me despes mais me cubro e quanto mais me escondo mais me avisto.…
Ode à Paz
Natália Correia
Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza, Pelas aves que voam no olhar de uma criança, Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza, Pela alegria, pelo vinho, pela…
O Livro dos Amantes
Natália Correia
I Glorifiquei-te no eterno. Eterno dentro de mim fora de mim perecível. Para que desses um sentido a uma sede indefinível. Para que desses um nome à exactidão do instante…
O Espírito
Natália Correia
Nada a fazer amor, eu sou do bando Impermanente das aves friorentas; E nos galhos dos anos desbotando Já as folhas me ofuscam macilentas; E vou com as andorinhas. Até…
A Arte de Ser Amada
Natália Correia
Eu sou líquida mas recolhida no íntimo estanho de uma jarra e em tua boca um clavicórdio quer recordar-me que sou ária aérea vária porém sentada perfil que os flamingos…
Bilhete para o Amigo Ausente
Natália Correia
Lembrar teus carinhos induz a ter existido um pomar intangíveis laranjas de luz laranjas que apetece roubar. Teu luar de ontem na cintura é ainda o vestido que trago seda…
Quanto Mais Amada Mais Desisto
Natália Correia
De amor nada mais resta que um Outubro e quanto mais amada mais desisto: quanto mais tu me despes mais me cubro e quanto mais me escondo mais me avisto.…
O Poema
Natália Correia
O poema não é o canto que do grilo para a rosa cresce. O poema é o grilo é a rosa e é aquilo que cresce. É o pensamento que…
Balada para um Homem na Multidão
Natália Correia
Este homem que entre a multidão enternece por vezes destacar é sempre o mesmo aqui ou no japão a diferença é ele ignorar. Muitos mortos foram necessários para formar seus…
Falavam-me de Amor
Natália Correia
Quando um ramo de doze badaladas se espalhava nos móveis e tu vinhas solstício de mel pelas escadas de um sentimento com nozes e com pinhas, menino eras de lenha…