Miguel Torga

Miguel Torga

Portugal — Escritor/Poeta

12 Ago 1907 // 17 Jan 1995

49 Poemas

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    Miguel Torga Da Realidade

    Miguel Torga
    Que renda fez a tarde no jardim, Que há cedros que parecem de enxoval? Como é difícil ver o natural Quando a hora não quer! Ah! não digas que não…

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    Miguel Torga Princípio

    Miguel Torga
    Não tenho deuses. Vivo Desamparado. Sonhei deuses outrora, Mas acordei. Agora Os acúleos são versos, E tacteiam apenas A ilusão de um suporte. Mas a inércia da morte, O descanso…

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    Miguel Torga Fraternidade

    Miguel Torga
    Não me dói nada meu particular. Peno cilícios da comunidade. Água dum rio doce, entrei no mar E salguei-me no sal da imensidade. Dei o sossego às ondas Da multidão.…

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    Miguel Torga Certeza

    Miguel Torga
    Não: Nunca saberás quem sou. Apesar destes beijos que te dou E destas ironias que te digo, Vou contigo Como vou Ao lado dum inimigo.


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    Miguel Torga Exercício Espiritual

    Miguel Torga
    Ouço-os de todo o lado. Eu é que sou assim. Eu é que sou assado, Eu é que sou o anjo revoltado, Eu é que não tenho santidade... Quando, afinal,…

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    Miguel Torga Pacto

    Miguel Torga
    Juro e assino a jura: O nosso amor há-de florir À tona da mais funda sepultura Que a vida nos abrir.


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    Miguel Torga Requiem por Mim

    Miguel Torga
    Aproxima-se o fim. E tenho pena de acabar assim, Em vez de natureza consumada, Ruína humana. Inválido do corpo E tolhido da alma. Morto em todos os órgãos e sentidos.…

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    Miguel Torga História Antiga

    Miguel Torga
    Era uma vez, lá na Judeia, um rei. Feio bicho, de resto: Uma cara de burro sem cabresto E duas grandes tranças. A gente olhava, reparava, e via Que naquela…

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    Miguel Torga Intimidade

    Miguel Torga
    Meu coração tem quantos versos quer; É só pulsá-los com medida e rumo. É só erguer-se a pino a um céu qualquer, E desse alado azul cair a prumo. Logo…

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    Miguel Torga O Poeta

    Miguel Torga
    Triste, lá vai à ronda dos segredos O maluco que rouba quanto vê. Branco, do coração aos dedos, É todo antenas onde apenas lê. Murcha-lhe nos pés o rosmaninho E…

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