Entre a Flor e o Tempo
Lupe Cotrim Garaude
Também de dor se morre pois é morte o sentimento ausente. O ser feliz é ser presente, sem que mais importe esse profundo sulco e a cicatriz que no corpo…
Ó que Imenso Dissipar
Lupe Cotrim Garaude
Ó que imenso dissipar por assim gostar de tudo. Com o meu ser estendido, tenso ao apelo do mundo, pulsando seu movimento vou erguendo esta prisão. Os pés retidos, imóveis,…
Ode II
Lupe Cotrim Garaude
Na curva insondável entre a solidão e a multidão, tomar a si e ao mundo nas mãos, e depois da atitude, o claro testemunho. Que o existir é esse instante…
Posse II
Lupe Cotrim Garaude
Ele Seduzir o cotidiano pelo corpo. Penetrá-lo deste brilho longo, compacto, onde o cansaço não é tédio mas úmido intervalo. A paisagem não sustenta mais os olhos; estrelas despojaram-se…
Ao Amor
Lupe Cotrim Garaude
O que desejas de mim nunca o dará o lampejo de um momento, a conquista de um dia da montanha. Meu corpo — para ti somente — deve emergir a…
Posse I
Lupe Cotrim Garaude
Ela Na corporificação da claridade festejaremos nosso encontro. Os intervalos de posse, iluminados, se encobrem de flores; musgos são tessitura desta distância breve, desta pausa madura. A palma das…
Ode I
Lupe Cotrim Garaude
O poeta se dirige ao silêncio. E o diálogo, sua vida. Eu vos amo a todos, ventos, rios, mares, eu vos amo, meus irmãos. Ao redor, nenhuma voz entrecorta…