Quando a Fortuna Encetou com Desgraças
Filinto Elísio
Quando a Fortuna, de inconstante aviso,
Encetou com desgraças
O varão que não veio humilde, abjecto
Adorar o seu Nume,
Na refalsada Corte, ou ante os cofres
Chapeados de Pluto; …
Encetou com desgraças
O varão que não veio humilde, abjecto
Adorar o seu Nume,
Na refalsada Corte, ou ante os cofres
Chapeados de Pluto; …
Que Mimoso Prazer!
Filinto Elísio
1
Que mimoso prazer! Teu rosto amado
Me raiou na alma! Oh astro meu luzente!
Desfez-se em continente
O negrume cerrado,
Que me assombrava o coração aflito,
Em saudades tristíssimas …
Que mimoso prazer! Teu rosto amado
Me raiou na alma! Oh astro meu luzente!
Desfez-se em continente
O negrume cerrado,
Que me assombrava o coração aflito,
Em saudades tristíssimas …
Prazer! Prazer! oh Falso, oh Bandoleiro!
Filinto Elísio
«Prazer! Prazer! oh falso, oh bandoleiro!
Que fugindo te ausentas
De nós, sem saudade, e tão ligeiro:
As penas nos aumentas,
Se, mal que te acolhemos, já nos deixas».
Eis …
Que fugindo te ausentas
De nós, sem saudade, e tão ligeiro:
As penas nos aumentas,
Se, mal que te acolhemos, já nos deixas».
Eis …
Tinha de Fachos Mil a Noite Ornado
Filinto Elísio
1
Tinha de fachos mil a noite ornado
A argentada Princesa:
De amor, graça e beleza
O campo etéreo Vénus povoado.
2
A Terra, com perfume precioso
Em torno recendia; …
Tinha de fachos mil a noite ornado
A argentada Princesa:
De amor, graça e beleza
O campo etéreo Vénus povoado.
2
A Terra, com perfume precioso
Em torno recendia; …