Não Posso Adiar o Amor
António Ramos Rosa
Não posso adiar o amor para outro século não posso ainda que o grito sufoque na garganta ainda que o ódio estale e crepite e arda sob montanhas cinzentas e…
É por Ti que Vivo
António Ramos Rosa
Amo o teu túmido candor de astro a tua pura integridade delicada a tua permanente adolescência de segredo a tua fragilidade acesa sempre altiva Por ti eu sou a leve…
Mãe
António Ramos Rosa
Conheço a tua força, mãe, e a tua fragilidade. Uma e outra têm a tua coragem, o teu alento vital. Estou contigo mãe, no teu sonho permanente na tua esperança…
Para um Amigo Tenho Sempre
António Ramos Rosa
Para um amigo tenho sempre um relógio esquecido em qualquer fundo de algibeira. Mas esse relógio não marca o tempo inútil. São restos de tabaco e de ternura rápida. É…
É por Ti que Escrevo
António Ramos Rosa
É por ti que escrevo que não és musa nem deusa mas a mulher do meu horizonte na imperfeição e na incoincidência do dia-a-dia Por ti desejo o sossego oval…
A Mulher
António Ramos Rosa
Se é clara a luz desta vermelha margem é porque dela se ergue uma figura nua e o silêncio é recente e todavia antigo enquanto se penteia na sombra da…
Vive-se Quando se Vive a Substância Intacta
António Ramos Rosa
Vive-se quando se vive a substância intacta em estar a ser sua ardente harmonia que se expande em clara atmosfera leve e sem delírio ou talvez delirando no vértice da…
Estar Só é Estar no Íntimo do Mundo
António Ramos Rosa
Por vezes cada objecto se ilumina do que no passar é pausa íntima entre sons minuciosos que inclinam a atenção para uma cavidade mínima E estar assim tão breve e…
A Festa do Silêncio
António Ramos Rosa
Escuto na palavra a festa do silêncio. Tudo está no seu sítio. As aparências apagaram-se. As coisas vacilam tão próximas de si mesmas. Concentram-se, dilatam-se as ondas silenciosas. É o…
Vertentes
António Ramos Rosa
As palavras esperam o sono e a música do sangue sobre as pedras corre a primeira treva surge o primeiro não a primeira quebra A terra em teus braços é…