António Botto

Portugal — Poeta

17 Ago 1897 // 16 Mar 1959

16 Poemas

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    Poemas

    Ouve, Meu Anjo

    António Botto
    Ouve, meu anjo:
    Se eu beijásse a tua pél?
    Se eu beijásse a tua boca
    Onde a saliva é um mél?...

    Quiz afastar-se mostrando
    Um sorriso desdenhoso;
    Mas ai!
    - ...

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    Tu Mandaste-me Dizer

    António Botto
    Tu mandaste-me dizer
    Que tornavas novamente
    Quando viesse a tardinha;
    E eu, para mais te prender,
    - N'esse dia...

    Pintei de negro os meus olhos
    E de rôxo a minha ...

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    Foi n'uma Tarde de Julho

    António Botto
    Foi n'uma tarde de Julho.
    Conversávamos a mêdo,
    - Receios de trahir
    Um tristissimo segrêdo.

    Sim, duvidávamos ambos:
    Elle não sabia bem
    Que o amava loucamente
    Como nunca amei ninguem. ...

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    Andáva a Lua nos Céus

    António Botto
    Andáva a lua nos céus
    Com o seu bando de estrellas.

    Na minha alcova,
    Ardiam vellas,
    Em candelabros de bronze.

    Pelo chão, em desalinho,
    Os velludos pareciam
    Ondas de sangue ...

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    A Vossa Carta Commove

    António Botto
    A vossa carta commove,
    Mas, não vos posso acompanhar.
    Deixae-me viver em penas;
    - Vou soffrendo e vou sorrindo,
    O meu destino é chorar!

    Sim, é certo; - quem eu ...

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    Por uma Noite de Outomno

    António Botto
    Por uma noite de outomno
    Lá n'essa nave sombría,
    Hei-de contigo deitar-me,
    Mulher branca e muda e fria!

    Hei-de possuir na morte
    O teu corpo de marfim,
    Mulher que nunca ...

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